Notícias - Educação / Publicado em 06/11/2018 às 20:43

Projeto deu vida à pracinha de pneus

Por Simone Ludwig

Projeto deu vida à pracinha de pneus
Projeto deu vida à pracinha de pneus

Até ano passado os pequenos do Jardim A e B da Escola Municipal de Educação Infantil Criança Esperança, de São Roque, pensavam em “pneu” como sendo uma peça circular utilizada em carros, motos, caminhões e bicicletas. Mas tudo mudou neste ano, quando a professora Margarete Martiny fez uma atividade com os 24 alunos.

Durante três dias a professora investigou e perguntou às crianças para descobrir o que sabiam sobre o assunto pneus e para instigá-los e encorajá-los a pensar e falar sobre, propôs à turma a assistirem um vídeo com a história “Marcelo, marmelo, martelo”, porque este personagem era questionador. “A ideia deu certo. Assim como Marcelo perguntava sobre o porquê dos nomes das coisas, as crianças começaram a perguntar sobre os pneus”, afirma Margarete.

 Então, quando questionados sobre, as crianças prontamente lançaram muitas ideias e compartilharam ainda mais opiniões depois que puderam observar, tocar e fazer experimentos em pneus e câmeras de pneus.  A expedição investigativa acerca do tema foi um passo a passo de observações, perguntas da professora, pensamentos das crianças até responderem a cada nova interrogativa, escolhas que deveriam ser feitas e votações. Primeiro eles escolheram entre os três brinquedos, sendo escolhida a motoca, depois a parte preferida da motoca, que ficou sendo a roda e finalmente a escolha entre roda de borracha da moto e a roda de plástico da motoca, chegando à conclusão final, a roda de borracha.

Sendo assim, surgiu e foi construído o projeto “Pneus circulando pelo mundo”, tendo como principal objetivo ampliar o conhecimento dos alunos e aprofundar o tema de uma forma não só teórica, mas como também, despertando o interesse de forma lúdica e divertida.  “As crianças tiveram a oportunidade de conhecer a história do surgimento da borracha, da fabricação e do conserto dos pneus. Além disso, foi feito uma investigação muito interessante com um borracheiro local e com o pai de um aluno, dono de uma empresa de caminhões da localidade, que explicou o tempo de vida útil de um pneu era de aproximadamente 5 anos, falou sobre os cuidados que são necessários e importantes para garantir a segurança das pessoas e mostrou como se consertava um pneu”, conta Margarete.  “Foi impressionante a forma como as crianças interagiram, aprenderam e inclusive, alertaram os seus pais em casa. Agora eles sabem responder perguntas, como, por exemplo, qual é a origem da borracha, como são fabricados os pneus, como ocorrem os consertos, como se enche um pneu, dentre tantas outras e compreendem a importância das suas ações para a preservação do meio ambiente, valorizando atitudes ecológicas”, acrescenta.

Além de uma série de atividades, passeios, investigações, produções, experimentos, histórias e abordagem da temática, inclusive, explorar ideias matemáticas, hipóteses e resultados encontrados nos diferentes jogos, brincadeiras, o projeto teve uma idealização ainda maior: a pracinha de pneus.  “Conseguimos construir no pátio pertencente à comunidade católica uma pracinha feita com pneus para as crianças da nossa escola e comunidade em geral. A iniciativa além de colaborar com o meio ambiente, com a diminuição do lixo, proporcionou um local de lazer para os pequenos”, destaca Margarete. “A construção da pracinha de pneus pela comunidade escolar, foi a concretização de um sonho dos educandos e educadoras da Emei Criança Esperança. A praça ficou linda, as crianças adoram brincar nela! Além disso, os pequenos inauguraram a praça que foi feita através de mutirões com os pais dos alunos do Jardim e com os próprios educandos que pintaram os pneus”, reconhece a diretora Ângela Ribeiro.

 

Reconhecimento

 

E o trabalho “Pneus circulando pelo mundo”, representado pelos alunos Arthur München, Lívia München e Fernando Bach, ficou em 1º lugar na Feira Pedagógica de Feliz, na categoria Ed. Infantil. Mérito que os levaram para participar da Mostratec Júnior em Novo Hamburgo. “E como o trabalho era de toda turma e apenas os alunos que participaram da feira receberam medalhas, nós compramos medalhas para toda a turma e eles se sentiram ainda mais orgulhosos”, conclui a diretora.

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